Qual a importância para o corredor que vai disputar uma prova saber
a previsão do tempo?
Inicialmente é necessário que ele tenha em treinos anteriores consultado os dados climáticos do dia do treino, em função destes dados, correlacionar no momento do treino o quanto estas alterações climáticas interferem com a sua performance em velocidade, resistência, percepção de desconforto e cansaço muscular.
Desta forma, observando experiências anteriores, poderá programar a estratégia do ritmo da prova, não somente em função do clima, mas também considerando o percurso, a altimetria e os postos de hidratação da prova.
Afinal, já vimos vários casos de corredores de elite que conseguem manter-se no batalhão de elite por quase toda a prova, contudo, em determinado momento são ultrapassados por outros corredores que ousaram uma estratégia de ritmo mais elaborada, ou seja, não é apenas o treinamento o fator fundamental para que se ganhe uma prova.
A Medicina do Esporte evoluiu muito nos últimos anos, principalmente no que concerne ao estudo das alterações fisiológicas durante o exercício leve, moderado ou intenso; é necessário uma integração uníssona do treinador-atleta-médico, evitando assim fatalidades que poderiam ser precavidas.
Abaixo, a tabela que correlaciona a temperatura do ar com a umidade, a qual nos dá diretrizes para as prováveis ocorrências de estresse térmico em corredores.

Índice
de calor |
Possíveis estresses térmicos para pessoas de grupos de alto risco |
55º C ou mais |
Intermação / insolação altamente provável com exposição contínua |
41 a 55 º C |
Insolação, câimbras ou provavelmente exaustão térmica, e possível intermação com exposição prolongada e/ou atividade física |
32 a 41 º C |
Insolação, câimbras e possível exaustão térmica com exposição prolongada e/ou atividade física |
27 a 32 º C |
Possível fadiga com exposição prolongada e/ou atividade física |
(adaptado para º C de U.S. Departament of Commerce. National Oceanic and Atmospheric Administration)
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